Entries by CEDESA-Editor

QUANDO AS PORTAS AO INVESTIMENTO SE ABREM, MAS OS CANAIS PARA A ENTRADA DE TALENTOS SÃO ENCERRADOS

A profunda contradição entre a política de vistos de Angola e o desenvolvimento da industrialização João Shang – Investigador Senior do CEDESA O que é necessário para um país alcançar a industrialização? São necessários recursos naturais abundantes, energia suficiente, infraestruturas adequadas, investidores dispostos a realizar investimentos de longo prazo e, sobretudo, profissionais qualificados que dominem […]

Quando os impostos se tornam um fardo: o impacto da cobrança fiscal rigorosa da AGT em Angola sobre a economia privada e a vida da população

João Shang – Investigador Senior do CEDESA I. A finalidade dos impostos não deve ser apenas aumentar as receitas do Estado Os impostos constituem uma base importante da governação de um país. Através da tributação, o Estado obtém receitas para construir estradas, escolas e hospitais, melhorar o abastecimento de água e eletricidade, os transportes públicos […]

A narrativa do Poder e o País Real: uma análise crítica dos discursos do “Estado da Nação” em Angola (2017–2026)

por: Eugénio da Costa Almeida* “Daqui para a frente é a Angola desenvolvida”; Presidente João Lourenço na «Mensagem sobre o “Estado da Nação”», de 2026. (Andrade, 2026) 1.Introdução: o rito anual da narrativa oficial A cada 15 de Outubro, em cumprimento de um imperativo constitucional, o Presidente da República de Angola dirige-se à Assembleia Nacional […]

The Lobito Corridor: A Chinese Paradox

Rui Verde The Objectives of the Lobito Corridor In recent years, the Lobito Corridor has become the most visible symbol of the attempt to reconfigure supply chains for critical minerals between Africa and the transatlantic market. The initiative, promoted by the United States, the European Union, and the governments of Angola and the Democratic Republic […]

O Corredor do Lobito: um Paradoxo Chinês

Rui Verde Os Objetivos do Corredor do Lobito O Corredor do Lobito tornou‑se, nos últimos anos, o símbolo mais visível da tentativa de reconfiguração das cadeias de abastecimento de minerais críticos entre África e o mercado transatlântico. A iniciativa, promovida pelos Estados Unidos, União Europeia e governos de Angola e República Democrática do Congo,- na […]

A projecção de poder e os impasses geopolíticos dos EUA na África Subsariana: entre a memória das intervenções e a contingência da era Trump

por: Eugénio Costa Almeida* Introdução e ponto prévio: o histórico das intervenções dos EUA em África A participação militar dos Estados Unidos em África não constitui uma novidade com ou da Administração Trump. O que a actual presidência parece estar a alterar é, porém, a relação entre a tradicional política de apoio, treino, informações e […]

FRAGILIDADES E INCAPACIDADES DAS FINANÇAS PÚBLICAS DE ANGOLA. REFLEXÕES SOBRE A CONTA GERAL DO ESTADO DE 2024.

Rui Verde A análise da Conta Geral do Estado (CGE)[1] de Angola referente ao exercício financeiro de 2024 e do respetivo Relatório da Assembleia Nacional [2]revela, com particular nitidez, um quadro de fragilidades estruturais que condiciona de forma decisiva a qualidade da execução orçamental, a sustentabilidade fiscal e a fiabilidade da informação contabilística do Estado. […]

Ceuta e a Geopolítica da Migração: quando as fronteiras se transformam em instrumentos de poder

Adalberto Malú: Especialista em Relações Internacionais | Analista Geopolítico | Docente Universitário |Investigador Associado – CEDESA A recente entrada em massa de migrantes marroquinos em Ceuta voltou a colocar a migração no centro da agenda internacional. Contudo, reduzir este episódio a uma mera crise humanitária seria ignorar a sua verdadeira dimensão. O que se observa […]

A necessidade de diálogo inclusivo em Angola e Moçambique e o espetro do falhanço

Rui Verde 1-Consitutição formal e democratização real A experiência política de Angola e Moçambique desde as respetivas “democratizações”, revela um padrão persistente, que atualmente se torna socialmente frustrante: os mecanismos formais — eleições, instituições constitucionais, tribunais, comissões nacionais — não produzem mudanças relevantes, nem oferecem ao povo novas soluções para os problemas estruturais- pobreza, descontentamento […]